O Mensageiro
Antoine Deltour não pretendia tornar-se um símbolo. Em 2010, era um auditor de nível médio na PricewaterhouseCoopers no Luxemburgo, o tipo de profissional que circulava por torres de vidro com uma pasta e um acordo de confidencialidade. Mas algures na arquitectura dos acordos fiscais confidenciais — documentos que prometiam a gigantes multinacionais como a Apple e a Amazon taxas tão baixas que beiravam a ficção — encontrou algo que não conseguia conciliar com o interesse público. Antes de deixar a PwC, copiou milhares de páginas. Depois esperou.