Na manhã de 8 de maio de 2026, o presidente checo Petr Pavel sentou-se com o primeiro-ministro Andrej Babiš em Praga para aquilo que deveria ser uma breve reunião de coordenação . O assunto: quem representaria a República Checa na cimeira da NATO agendada para Ancara dois meses depois. A conversa não correu bem. Pavel queria liderar a delegação; Babiš discordou . O que se seguiu não foi diplomacia, mas confronto. Pavel saiu da reunião e declarou publicamente a sua intenção: ou ambos anunciariam que iriam comparecer juntos, ou ele intentaria uma ação constitucional para resolver a questão . Dias depois, cumpriu a ameaça, apresentando uma queixa jurisdicional junto do Tribunal Constitucional . "Macinka", disse Pavel com acidez, referindo-se a um funcionário governamental, "não vai decidir se vou à cimeira da NATO" .
Em junho, o governo checo chegou ao seu veredicto: Pavel não faria parte da delegação . O presidente, imperturbável, anunciou que compareceria de qualquer forma—"por conta própria", se necessário . Foi uma rutura extraordinária, um chefe de Estado a desafiar o seu próprio governo por causa de uma lista de participantes numa cimeira. Mas foi também algo mais: uma miniatura da crise maior que se adensava em torno da própria Aliança enquanto se preparava para se reunir em Ancara a 7 e 8 de julho de 2026 .