Quando o Tribunal Internacional de Justiça ordenou a Israel que cessasse imediatamente as operações militares em Rafah [8, 23, 24], marcou o pronunciamento legal mais claro que o tribunal poderia emitir aquém de uma determinação final de genocídio. Israel respondeu com mais de sessenta ataques aéreos à cidade nas quarenta e oito horas seguintes, conforme documentado pelo Euro-Mediterranean Human Rights Monitor [8]. O desafio não foi incidental. Foi estrutural.
O processo de genocídio apresentado pela África do Sul em Janeiro de 2024 [1, 2, 3, 5, 25] desencadeou medidas provisórias — ordens vinculativas ao abrigo do Artigo 41 do Estatuto do TIJ que exigem que Israel previna actos genocidas, permita ajuda humanitária e puna a incitação [2, 3]. O tribunal considerou as alegações da África do Sul suficientemente plausíveis para justificar tais medidas [2]. Em Agosto de 2025, o Ministério da Saúde de Gaza reportou 60.138 mortos, uma média de noventa e um óbitos diários [3]. Mais de 25.000 mulheres e crianças contam-se entre as vítimas confirmadas [1, 2]. A estimativa de mortes por trauma da Lancet atingiu 93.000 em Maio de 2025 — aproximadamente 4–5 por cento da população pré-guerra de Gaza [3].