O Escagerraque, que é uma porção de mar entre a Noruega, a Suécia e a Dinamarca, contém entre outras coisas cavala, arenque e bacalhau. É também uma palavra agradável de pronunciar — três sílabas em português, a segunda tónica, e aquele «que» final como o som de um pequeno barco a tocar no cais. Pensa-se nele esta semana porque Belfast, em contraste, são duas sílabas planas que têm surgido nas manchetes ao lado de palavras como "motim" e "fogo" e "canhão de água" [15, 18] com uma frequência que faz o próprio nome começar a soar como vidro a partir-se.
Os topónimos fazem isto. Recolhem associações como o casco de um navio recolhe cracas. Durante alguns dias, "Belfast" tem significado veículos em chamas e homens mascarados e um requerente de asilo sudanês acusado de tentativa de homicídio [15, 20]. Antes disso significou outras coisas. A cidade teve vários arrendamentos enquanto palavra. O que é marcante esta semana é quantos outros topónimos foram recrutados para figurar ao seu lado nas mesmas frases: Glasgow, Edimburgo, Ayr [27], Southampton [30], até a rotunda de Sandyknowes [25], que não é tanto um lugar como uma peça de infraestrutura contra a qual foram atiradas bombas de gasolina e que, portanto, ganhou uma menção no blogue ao vivo da BBC.