### A manobra que ninguém pediu
A 11 de junho, o Comando Central dos Estados Unidos anunciou que dois dos seus navios de guerra haviam atravessado o estreito de Ormuz [17]. O Pentágono enquadrou o trânsito como operações rotineiras de liberdade de navegação. Contudo, nada no estreito tem sido rotineiro desde fevereiro, quando Israel e os EUA lançaram ataques aéreos contra o Irão, levando Teerão a fechar a hidrovia e mergulhar os mercados energéticos globais no caos [1, 2, 8, 11]. Múltiplas fontes relatam que embarcações militares americanas fizeram agora passagens repetidas por águas que o Irão afirma controlar [3, 4, 5, 9, 10, 12, 14, 17]. O que Washington apresenta como afirmação do direito internacional, Teerão — e grande parte do Golfo — vê como provocação deliberada.